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HISTORY.

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ATHLETIC LIFE.

Li Mei, uma renomada atriz chinesa de fama internacional, começou sua carreira ainda jovem em Shanghai, destacando-se não apenas pela beleza exótica e magnetismo cênico, mas também pela sua versatilidade em dramas históricos e filmes contemporâneos. No auge de sua fama nos anos 90, estrelava produções que rodavam festivais na Europa e América, ganhando prêmios de atuação em Cannes e Berlim. Foi nesse cenário de glamour e desafios que conheceu o pai de sua primogênita, um produtor japonês renomado, com quem teve Mizuki em 7 de janeiro de 1994. O casamento, embora inicialmente promissor, não resistiu às diferenças culturais, pressões da mídia e à vida agitada de ambos. A ausência constante do marido, aliada à necessidade de Li Mei conciliar sua carreira com a maternidade, gerou tensões irreconciliáveis, culminando em um divórcio discreto porém inevitável. Após a separação, Li Mei passou por uma fase introspectiva e de redescoberta pessoal. Apesar das dificuldades, manteve a carreira ativa e logo recebeu uma proposta para estrelar uma série histórica coreana de grande investimento, o que motivou sua mudança com Mizuki para a ilha de Jeju. Ela via na Coreia não apenas uma oportunidade profissional, mas também uma chance de começar de novo em um ambiente mais tranquilo e culturalmente vibrante. Jeju, com sua natureza exuberante e ritmo de vida mais sereno, ofereceu a Li Mei o equilíbrio entre maternidade e arte que ela tanto buscava. Foi nessa ilha que sua vida tomaria um novo rumo.

Foi em Jeju que Li Mei conheceu Kim Daesung, um lendário taekwondista sul-coreano, multicampeão olímpico e mundial. O romance entre os dois floresceu rapidamente e, no primeiro ano de relacionamento, Li Mei engravidou de Steve, nascido em 19 de julho de 1994. A gravidez acelerou o casamento, mas a decisão não foi impensada: ambos sabiam que haviam encontrado em cada um seu par ideal. Cinco anos depois, em 21 de novembro de 1999, nasceu a caçula Kim Seoa, que viria a ser conhecida mundialmente como Annika. A família sempre foi incrivelmente unida, cultivando valores como amor, disciplina e liberdade. Mizuki, mesmo sendo filha de outro pai, era tratada como filha biológica por Daesung e teve papel fundamental na criação dos irmãos. Steve herdou a veia esportiva do pai e tornou-se um renomado tenista internacional, enquanto Annika, desde muito pequena, era fascinada pelas competições que assistia do pai. Sentada nas arquibancadas, ela sonhava alto, com olhos brilhando diante da intensidade e graça dos movimentos, se apaixonando pelo mundo esportivo. Annika começou no ballet aos três anos, encantada pelos palcos, pela música clássica e pelos gestos delicados que via nas apresentações. Desde pequena, demonstrava sensibilidade artística e uma postura refinada, o que a fazia se destacar mesmo entre crianças mais velhas. No entanto, apesar de amar a dança, havia algo ali que não a preenchia completamente. Sentia falta de um desafio físico maior.Aos sete anos, durante uma noite de inverno com a família reunida em casa, Annika assistia pela televisão a uma transmissão dos Jogos Olímpicos de Inverno. Foi quando viu, pela primeira vez, uma apresentação de patinação artística. Ficou completamente hipnotizada: a forma como os patinadores uniam força, técnica, emoção e expressão cênica em um único movimento parecia mágica. Naquele momento, algo dentro dela se acendeu. Ela não apenas admirava o que via mas sentia que era aquilo que queria fazer pelo resto da vida. Nos dias seguintes, insistiu com a mãe para começar aulas de patinação. Li Mei, sensível ao brilho nos olhos da filha e compreendendo o chamado artístico da pequena, atendeu ao pedido. Logo, a rotina de Annika passou a se dividir entre escola, ballet e patinação. Os dias tornaram-se longos, marcados por madrugadas no rinque e fins de semana cheios de ensaios e treinos. Era exaustivo, especialmente para uma criança tão nova, mas Annika nunca reclamava. Cada vez que colocava os patins e deslizava sobre o gelo, sentia que estava vivendo um sonho. Aos 10 anos, já era considerada uma prodígio. Em 2010, venceu o Triglav Trophy na Eslovênia com uma performance surpreendente, executando cinco saltos triplos. No ano seguinte, tornou-se a campeã mais jovem do Campeonato Junior Sul-Coreano, com apenas 12 anos.

Quando Annika completou 18 anos, a família decidiu voltar à China. Mizuki acompanhou os pais, mas Annika e Steve preferiram ficar em Seul, buscando independência e estabilidade para a carreira de ambos. Estudar na China significaria lidar com limitações e mudanças que poderiam prejudicar sua trajetória na patinação. Ela ingressou na Korea National Sport University, uma das instituições mais prestigiadas do país para atletas e profissionais do esporte, onde estudou Educação Física com foco em Ciências do Esporte e Performance. Sua rotina era rigorosa, com dias começando ao amanhecer em sessões no rinque, seguidas de aulas teóricas, condicionamento físico e estudos noturnos. Apesar da carga exigente, Annika se destacava pela disciplina exemplar e pela paixão visível em tudo o que fazia. Foi também durante esse período universitário que ela decidiu legalmente trocar seu nome para Annika, um nome que já a acompanhava desde a infância nas competições e que se tornara sua marca registrada no mundo esportivo e midiático desde que o escolheu como nome artistico. Era como todos a conheciam: treinadores, colegas, fãs, patrocinadores e até mesmo sua própria família, que adotara naturalmente o apelido. O nome coreano, embora querido, passou a ser um segredo carinhoso compartilhado apenas com os mais íntimos, como um lembrete suave de suas raízes e identidade pessoal.Foi só mais tarde, em fevereiro de 2022, que Annika teve sua estreia olímpica na categoria feminina nos Jogos Olímpicos de Inverno. Na ocasião, ela entregou uma performance memorável, marcada por técnica impecável, elegância cênica e carisma inegável. Conquistou a medalha de ouro e tornou-se a segunda mulher sul-coreana a subir ao pódio olímpico na patinação artística, seguindo os passos vitoriosos do pai, também campeão olímpico. A vitória consolidou seu nome entre os maiores da história do esporte, transformando-a em ícone nacional e inspiração global. Durante sua ascensão meteórica, Annika iniciou uma carreira de modelo, sendo capa de revistas como Vogue Korea (2022), Elle Asia (2023), e Harper's Bazaar (2024). Participou de ensaios especiais celebrando a cultura coreana e seu papel como representante do país no gelo, com figurinos inspirados no hanbok e no simbolismo do inverno coreano. No mundo da moda, Annika consolidou-se como um ícone de elegância e força feminina. Também estrelou campanhas publicitárias de grandes marcas como Dior, Chanel Beauty e Nike Women. Em 2023, foi nomeada embaixadora da campanha global "Ice & Grace" da Cartier, que celebrou mulheres influentes nos esportes. Annika também foi destaque na edição especial de inverno da W Magazine Korea em 2024, em um ensaio que unia moda tradicional coreana com o cenário gelado das montanhas de Pyeongchang.

Aos 22 anos, com prestígio e estabilidade financeira, Annika fundou a "Snowlight Academy", uma pequena empresa social sem fins lucrativos voltada para o ensino gratuito da patinação artística a crianças de até 10 anos. Localizado em Seul, o centro oferece infraestrutura completa, desde equipamentos até acompanhamento técnico com professores treinados por ela própria. O projeto surgiu de sua vontade de retribuir à comunidade e combater a elitização do esporte. Annika acredita que talento não deve depender de condições financeiras, e por isso, dedica parte de sua renda e tempo pessoal para sustentar a iniciativa. A seleção das crianças ocorre por meio de inscrições abertas e avaliações feitas em escolas públicas, priorizando famílias em situação de vulnerabilidade. Em datas comemorativas, o centro realiza apresentações abertas ao público, com temas infantis e culturais, promovendo inclusão e autoestima.Annika também manteve a ligação com a dança. Ela costuma compartilhar coreografias autorais em suas redes sociais, onde combina passos de dança com elementos da patinação no gelo, criando vídeos cativantes que frequentemente viralizam. Seu perfil no Instagram e TikTok se tornaram verdadeiras vitrines de arte, onde milhares de seguidores acompanham suas criações. Nos últimos anos, mergulhou também nos teatros de patinação artística, uma forma de espetáculo que combina dramaturgia, dança e técnica sobre o gelo. Ela participou de grandes produções internacionais, como The Nutcracker on Ice (2023), onde interpretou Clara com graciosidade e potência. Em Frozen: The Ice Spectacle (2024), deu vida à Elsa, encantando plateias com seu domínio cênico e suas coreografias impressionantes. Em 2025, foi protagonista em Winter Sonata, adaptação no gelo do famoso drama coreano, elogiada pela crítica por sua sensibilidade e presença de palco. Esses espetáculos permitiram a Annika explorar um lado mais performático de sua arte, consolidando-se não só como atleta, mas como artista multidisciplinar.

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ATHLETIC LIFE.

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MEDALS.

Conhecida mundialmente como "Ice princess", Annika ficou rapidamente conhecida e aclamada no mundo da patinação pela sua graciosidade no gelo e facilidade em executar saltos difíceis, além das suas suas conquistas notáveis em competições internacionais. Em 2010, Nika competiu internacionalmente pela primeira vez no Triglav Trophy na Eslovênia, onde realizou cinco triples e ganhou a medalha de ouro na competição de novatos, a segunda vitória internacional uma mulher coreana. Um ano depois, aos 12 anos, ela ganhou o título junior no Campeonato Sul-Coreano, tornando-se a patinadora mais jovem a conquistar esse título. Ela também venceu o Golden Bear de Zagreb em 2011, uma competição para novatos. Annika ganhou três campeonatos sul-coreanos consecutivos entre 2010 e 2012.

Na temporada 2013-2014, Nika competiu como júnior no ISU Junior Grand Prix. Ela ganhou a medalha de ouro no JGP Mexico Cup de 2013, sua primeira competição internacional como júnior, no México, tornando-se a primeira patinadora sul-coreana a vencer um evento do Junior Grand Prix. Ela ficou em primeiro lugar tanto no programa curto quanto no programa livre. Em sua segunda competição, JGP Tallinn Cup de 2013, na Estónia, Annika estava em quarto lugar depois de cometer quatro erros no programa curto, obtendo 38,87 pontos. No entanto, ela se recuperou no programa livre, ficando em primeiro lugar com 92,35 pontos, conquistando o segundo lugar geral, com 131,22 pontos. Ela se classificou para a Final do Junior Grand Prix de 2013-2014 no Japão, onde ganhou a medalha de prata com uma pontuação geral de 137,75 pontos.No Campeonato Sul-Coreano de 2014, ela ganhou sua quarta medalha de ouro consecutiva. Em seu programa livre, ela executou com sucesso uma combinação triplo-triplo pela primeira vez, mas caiu em seu triplo Lutz. Ela não pôde competir no Campeonato Mundial Sênior porque ainda não tinha feito seus quinze anos. Ela ganhou a medalha de prata no Campeonato Mundial Júnior de 2014 com 158,93 pontos no total. Foi a segunda vez que uma patinadora sul-coreana conquistou uma medalha no Campeonato Mundial Júnior e primeira a conquistar uma medalha no Junior Grand Prix Final.

Para a temporada 2014-2015, Annika ficou em primeiro lugar no ranking júnior. Ela competiu no Junior Grand Prix de 2014-2015 e venceu suas duas competições na França e Japão. No JGP Courchevel de 2014, ela ficou em primeiro lugar com 168,83 pontos no total. No JGP SBC Cup de 2014, ela ficou em terceiro lugar no programa curto, com 53,45 pontos. Na Final do Junior Grand Prix de 2014-2015, onde foi a patinadora mais jovem a competir, ela obteve 57,61 pontos no programa curto, 116,61 pontos no programa livre e ganhou a medalha de prata, totalizando 174,12 pontos no geral.Annika fez sua estreia internacional sênior no Skate Canada de 2015, onde ganhou a medalha de bronze depois de ficar em primeiro no programa curto e quarto no programa livre, com uma pontuação total de 168,48 pontos. No Trophée Eric Bompard de 2015, Annika ficou em primeiro lugar tanto no programa curto quanto no programa livre e venceu o evento com um total de 184,54 pontos. Annika se retirou do Campeonato Sul-Coreano de 2016 após ser diagnosticada em janeiro de 2016 com os primeiros estágios de hérnia de disco lombar, envolvendo a quarta e quinta vértebras lombares. Ela começou o tratamento e a fisioterapia imediatamente após o diagnóstico, em Seul.

A coreana foi designada para o Skate America de 2018 e o NHK Trophy de 2018 para a temporada do Grand Prix de 2018-2019. Antes do Skate America de 2018, Nika disse que se sentia saudável; de acordo com a repórter de patinação artística Lynn Rutherford, ela não mostrava sinais das lesões que a afligiram durante a temporada anterior. Ela ficou em primeiro no programa curto do Skate America, Annika patinou ao som de "Danse Macabre" de Camille Saint-Saëns, que "conta a história de esqueletos que ressurgem do túmulo e dançam até o amanhecer", e foi a única competidora a realizar uma combinação triple-triple limpa. Mais tarde, ela expressou sua gratidão ao grande contingente coreano na plateia.

Em seguida, Annika competiu no Campeonato dos Quatro Continentes de 2019 em Anaheim, California. Ela estabeleceu um novo recorde mundial de 72,24 pontos no programa curto com uma performance impecável. Durante o Campeonato Mundial de 2019, realizado no Japão, ela estabeleceu outro novo recorde mundial de 76,12 pontos no programa curto. Yoon Chul do The Korea Times relatou que Choi patinou com energia e confiança e que a plateia lhe deu uma ovação de pé. Com a pandemia reduzindo significativamente as oportunidades internacionais para os patinadores, Annika não competiu nem no circuito Challenger nem no Grand Prix de 2021, optando apenas participar do Campeonato Sul-Coreano de 2021. Ficando em segundo lugar no programa curto e no programa livre, ela conquistou a medalha de prata no geral.

❝ ACT III. ❞
MEDALS.

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BIOGRAPHY.


Em fevereiro de 2022, Annika competiu pela primeira vez na categoria feminina nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, realizados na capital da China, Pequim. Ela chegou aos Jogos como a grande favorita para conquistar a medalha de ouro, após uma temporada impecável no circuito internacional e com performances que impressionaram juízes e fãs em todo o mundo. Durante a competição, Annika demonstrou uma combinação rara de elegância, precisão técnica e carisma artístico. Em 25 de fevereiro, ela venceu o programa livre com uma rotina considerada histórica, recebendo 150,06 pontos — um dos maiores da história recente da modalidade. A Agence France-Presse descreveu sua performance como "impressionante" e "hipnotizante", destacando a fluidez dos movimentos e a complexidade das combinações de saltos e giros.
Com essa vitória, Annika conquistou a medalha de ouro e tornou-se a segunda patinadora sul-coreana a medalhar em qualquer disciplina da patinação artística nos Jogos Olímpicos, consolidando seu lugar na história do esporte sul-coreano. Sua conquista foi amplamente celebrada na Coreia do Sul, com multidões se reunindo em praças públicas para assistir à sua apresentação em telões e redes sociais explodindo em homenagens à atleta.

CompetiçãoLugarAnoMedalha
Campeonato Sul-CoreanoGoyang, Coreia2009Bronze
Campeonato Sul-CoreanoSeul, Coreia2010Bronze
Triglav TrophyJesenice, Eslovênia2010Ouro
Campeonato Sul-CoreanoSeul, Coreia2011Ouro
Golden Bear de ZagrebZagreb, Croácia2011Ouro
Campeonato Sul-CoreanoSeul, Coreia2012Bronze
JGP Mexico CupCidade do México, México2013Ouro
JGP Tallinn CupTallinn, Estónia2013Prata
Junior Grand Prix FinalFukuoka, Japão2013Prata
Campeonato Sul-CoreanoGoyang, Coreia2014Ouro
Campeonato Mundial JúniorSófia, Bulgária2014Prata
JGP CourchevelCourchevel, França2014Ouro
JGP SBC CupAichi, Japão2014Bronze
Junior Grand Prix FinalBarcelona, Espanha2014Prata
Skate CanadaLethbridge, Canadá2015Bronze
Trophée Eric BompardBordeaux, França2015Ouro
Skate AmericaWashington, Estados Unidos2018Ouro
NHK TrophyHiroshima, Japão2018Bronze
Campeonato dos Quatro ContinentesAnaheim, California2019Ouro
Campeonato MundialSaitama, Japão2019Ouro
Campeonato Sul-CoreanoUijeongbu, Coreia2021Prata
Jogos Olímpicos de InvernoPequim, China2022Ouro
Campeonato dos Quatro ContinentesColorado Springs, Estados Unidos2023Ouro
Shanghai TrophyShanghai, China2023Prata
Campeonato Sul‑CoreanoUijeongbu, Coreia2025Bronze
Campeonato MundialMassachusetts, Estados Unidos2025Prata
Campeonato dos Quatro ContinentesSeul, Coreia2025Ouro
World Team TrophyTokyo, Japão2025Bronze

Em 2024, após anos intensos de treinos, competições e conquistas, Annika decidiu fazer uma pausa em sua carreira para cuidar de sua saúde física e mental. A decisão surpreendeu o mundo da patinação, mas foi amplamente respeitada por fãs e especialistas, que reconheceram a importância do autocuidado em um esporte tão exigente. Mesmo distante das competições, Annika se manteve criativa e curiosa. Realizou alguns trabalhos como modelo para marcas de moda e beleza, especialmente em campanhas que celebravam autenticidade e força feminina. Ela também se aventurou no YouTube, onde compartilhou vlogs de suas viagens e reflexões sobre vida e carreira. No entanto, após alguns vídeos, percebeu que o formato não combinava com seu estilo reservado, e decidiu seguir outros caminhos. No fim de 2024, Annika anunciou oficialmente seu retorno aos patins, com um comunicado emocionado que repercutiu em toda a mídia esportiva. Atualmente, Annika já está de volta aos treinos e confirmada nas principais competições da temporada de 2025. Sua volta é aguardada com grande expectativa tanto na Coreia quanto no cenário internacional.